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TikTok testa versão sem anúncios. Veja os impactos no marketing digital.   


Logo do TikTok em 3D, com um selo AD FREE azul, e o seguinte texto: TikTok sem anúncios? O que será do marketing digital?

Pouco depois de a empresa Meta anunciar que estava estudando a possibilidade de disponibilizar uma assinatura paga no Instagram e no Facebook, que seria livre de anúncios, o TikTok também mostrou sinais de que cogita lançar uma versão ad-free, o que poderia mudar completamente a forma como se faz marketing digital nessa rede social.  

O print abaixo, que foi compartilhado pelo site Android Authority, mostra como seria a nova opção, que deverá custar $4,00. Apesar de não haver a especificação da moeda na qual o TikTok estaria baseando esse valor, é possível inferir que se trata de dólares americanos, por ser uma moeda de referência internacional. 

Imagem de uma tela do TikTok na qual aparece a opção de escolher o plano Ad free para assinatura.

A tendência tem sido de redes sociais como o TikTok, Instagram, Facebook e, potencialmente, a X estudarem opções livres de anúncios. 

No caso da Meta (Instagram e Facebook), essa decisão vem na esteira das mudanças nas leis de privacidade e utilização de dados nos EUA e na Europa, que poderiam dificultar a captação de dados necessária para serviços de anúncios. Já no caso da X, a razão seria aumentar a aceitação das versões para assinantes, a fim de combater os exércitos de bots e expandir o potencial de receita da empresa de Elon Musk. 

Seja como for, o TikTok já confirmou que começou a testar sua versão ad-free nos EUA, mas que não deve estendê-la para muitos outros países no momento, reforçando que há a possibilidade de que também esteja considerando essa nova modalidade de utilização como forma de diversificar suas fontes de receita. 

Há motivos para os anunciantes se preocuparem? 

Antes que as empresas se preocupem com o que pode ocorrer com suas estratégias de marketing digital e social media, é preciso ressaltar alguns fatores: 

1 – Esse é ainda um experimento muito restrito e incipiente, de forma que ainda não há como saber se irá evoluir. 

2 – O valor, presumivelmente de US$ 4, que seria cobrado pela ferramenta, pode sofrer variações até o lançamento dessa funcionalidade. Sem falar que, com a cotação do dólar, pode vir a custar bem mais caro no Brasil. De maneira que muitos podem preferir seguir com a versão tradicional, com anúncios. 

3 – Há um grande desafio para que as redes sociais consigam estabelecer um valor de assinatura que sirva para todas as partes do globo e possa substituir a receita adquirida com anúncios. Por exemplo,  a Meta informou, no segundo trimestre, que sua receita média por usuário na UE é de US$ 17,88, embora para usuários dos EUA seu ARPU seja de US$ 53,53. Fica a questão: será que o valor das assinaturas chegaria ao patamar do valor pago pelos anunciantes? 

4 – Aparentemente, essa mudança se limitaria aos anúncios veiculados diretamente pela plataforma, de maneira que campanhas de marketing realizadas por influenciadores não seriam afetadas. Com os novos recursos trazidos pelo Tiktok Shop, como a possibilidade de influenciadores divulgarem produtos por suas lives e a aba de e-commerce, esse pode ser um caminho futuro para os anunciantes. No entanto, ainda é cedo para asseverar que esses recursos também não serão afetados. 

5- O alcance orgânico do TikTok ainda é bastante alto. Mesmo que seja reduzida a entrega de anúncios patrocinados, com links levando para a sua página, você ou a sua empresa poderá publicar conteúdos orgânicos na ferramenta e receber um bom número de visualizações, trabalhando seu branding. Além disso, com a aba de produtos, será possível deixar suas mercadorias disponíveis para os usuários. 

Seja como for, ainda é cedo para tirar conclusões. No entanto, é importante estar atento a essa nova tendência de redes sociais ad-free, para que o marketing digital da sua empresa possa se adaptar a tempo e rever as estratégias, caso essa onda venha a vingar. 

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